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14/07/2025
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O PALHAÇO INTERNO
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Um amigo me falou que dentro de mim mora um Palhaço.
E que só a minha presença já provoca risos.
Sempre tive dúvidas sobre isso, mas um fato acontecido neste fim de semana passado,
me fez pensar que essa asseveração se corresponde à realidade.
Quando adolescente, com uns quinze anos de idade,
amigos um pouco mais velhos, me levaram a uma boate.
Maneira bonita de chamar um prostíbulo.
O convite foi uma zombaria cujo alvo era eu...claro.
Fomos cedo, antes do fervo que significava o trasnoitar.
Pista de dança vazia, mas já iluminada a média luz.
As garotas reunidas logo depois do hall de acesso.
Idade média...não aquela das trevas, mas sim a idade meia delas
de uns vinte e dois anos...ou seja maduras demais para mim.
Todas elas eram muito bonitas e de sensualidade provocante.
Nem falei, só fiquei observando...não, foi mirando pois o mirar já tem
uma intenção que dirige a mirada a lugares "especiais" que chamam a atenção.
E pouca roupa elas tinham. Tão pouca que nem lembro modelos nem cores.
Elas olharam para mim e começaram a rir.
Uma delas me falou:
O riso se converteu numa gargalhada coletiva.
Senti uma vergonha imensa e sai correndo.
Passaram-se sessenta e cinco anos deste episódio.
Acontece que na minha idade, a gente se lembra de épocas antigas.
Em consequência o fim de semana passado foi a uma boate.
Sem necessidade de convite nenhum...o fiz sozinho.
Fui às 22:00 hs porque me deito cedo...isto é, me cuido.A cena que se me apresentou foi similar à já relatada dos meus quinze anos.
Pista de dança vazia, mas já iluminada a meia luz.
As garotas reunidas logo depois do hall de acesso. Todas elas de pouca idade...
...estimei que uma diferença de quase sessenta anos com elas eu teria.
Fiquei observado...aliás de novo mirando detalhes,
muito bonitos e que chamavam a minha atenção.
Sobretudo uma garota muito bela, e cuja roupa, era pouca é verdade,
mas mostrava extremo bom gosto e impecáveis cuidados.
Isso me fez lembrar a uma das minhas netas que trabalha no ramo da moda,
e achei que ia se interessar de minha análise e comentários derivados dessa indumentária.
No momento desse, meu mirar fixo para essa guria, percebi que todas elas olhavam para mim rindo.
Uma delas me falou:
- Vô, fugiu do geriátrico?
O riso coletivo se converteu em uma gargalhada coletiva.
Vergonha derivada...e sai quase correndo.
Isso de “correndo” é uma metáfora que não significa nem velocidade nem agilidade.
Era sim, vontade de desaparecer o mais de pressa possível.
Comprovado está que possuo um Palhaço interno.
Só minha presença, evidente é, provoca risos e gargalhadas.
Meu amigo tem razão...dentro de mim mora um palhaço !
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Tema musical
ComediaMúsica e imagem são do site pixabay* * * * * *Autor do textoMiguel Angel PereyraLink para > Seus Contos <* * * * * *
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