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01/11/2024
Os Contos de Dalzio
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EXPULSO...AINDA BEM
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No patamar dos 81 anos de idade se têm muitas referências,
ou seja, inúmeras situações vividas.
Elas podem se transformar em experiências...
ou em teimosias.
Rapaz do interior, 16 anos de idade, enfrentando a à cidade grande.
Escassos recursos financeiros e a solidão provocada
pelo abandono da convivência familiar e amizades.
Construídas elas na escola, no time de futebol do bairro
e a turma reunida na esquina, sob a luz
da única luminária da quadra naquelas noites de verão.
O seu pai achava essencial uma formação universitária.
O sustento do filho na cidade grande era
contrário ao bem estar de ambos os lados.
O jovem aguenta quase um ano, mas um dia,
decide-se e volta para a cidade.
A quela, a que era seu lar.
Foi traumático já que o pai não o aceitou
e o colo da mãe não lhe foi oferecido
...ao contrário, lhe foi negado.
Sentiu-se expulsado e teve que ir embora.
Isso lhe proporcionou a sensação de ser livre para
definir a sua vida, a partir desse momento.
Manteve a relação cordial com os pais, cuja origem era
o amor recíproco, mas não admitiu mais ingerências.
Sim continuo aceitando conselhos e orientações,
sendo que a decisão do fato a produzir era dele.
Passados 62 anos daquele episódio sabe que se posse possível
– ciência ficção mediante -
um repeteco daquele retorno, mas a decisão dos pais fosse
a inversa e ele fosse aceito, ele rogaria pela expulsão.
A razão evidente é a sua conformidade e prazer
da “vida vivida” e seus resultados neste presente.
Ele, sem nenhuma dúvida, lhes diria aos seus pais:
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Tema musical
Dorme FilhinhoIntérprete: Miguel Angel Pereyra
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