LITERATURA > Contos
02/08//2024
Miguel Angel Pereyra
Um porto alegrense argentino fazendo contos
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O Pato da Festa
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Prezados Senhores
Estamos aqui hoje para honrar e reflexionar sobre o papel do ator cômico e sua razão de ser: o humor.
Ele deve, evidentemente, ser um conhecedor profundo da alma humana. Delicadeza é essencial,
já que quando alguém esta rindo, com certeza alguém esta chorando.
E o fato pode ser o mesmo. E quase sempre o é.
Como podem notar, tarefa difícil: fazer rir, divertir sem ofender e sim acalmar.
A compaixão parece que é a trilha, o caminho, o norte.
Porque se o cômico se coloca no lugar do outro assumindo sua condição,
na verdade, está rindo de si mesmo.
Transforma-se no “pato da festa” de quem todos riem.
Como ia dizendo...
E como faz parte da natureza humana rir do outro, está tudo bem: politicamente correto,
já que não tem ato mais correto que levar alegria aos outros.
A tristeza faz parte indissolúvel da vida humana.
Como a solidão da alma.
O cômico o entende e talvez, por isso, fica mais e mais sozinho na medida que avança na sua arte.
Miguel nos relatará um conto sobre o humor e a partir de agora é ele quem lhes fala...
ou escreve...humor presente.
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